08 maio 2012

Cupim - Biologia

Os cupins são insetos sociais assim como as abelhas e formigas e pertencem a ordem isóptera. No mundo são cadastradas aproximadamente 2500 espécies e no Brasil 500. Alimentam–se de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material que contenha este composto (polímero).
A grande maioria das espécies é benéfica ao meio ambiente reciclando matéria orgânica, no entanto algumas delas se adaptaram ao meio urbano nos trazendo grandes prejuízos. Das várias espécies de cupins existentes na área urbana, os cupins subterrâneos são os mais destrutivos. Os principais grupos de cupins de importância econômica são os Cupins Subterrâneos e os Cupins de Madeira.


Cupins Subterrâneos:
Ataca edificações consumindo madeira, celulose de livros e roupas. Invade o imóvel e estabelece colônias dentro do próprio prédio. A colônia de cupins é uma sociedade complexa que está estrategicamente escondida. Os principais gêneros de cupins subterrâneos são: coptotermes e heterotermes.
Cupins de Madeira:
Atacam peças de madeira e móveis, destruindo-os com o passar do tempo. Raramente migram para outras partes, mas exigem tratamento específico, localizado. Sua presença é indicada pelo aparecimento de um pó fino, claro ou escuro, constituído por pequenas esferas. Os sintomas de ataque do cupim normalmente se confundem com o ataque de brocas pela similaridade dos dejetos. A diferença está na granulometria, o cupim tem o pó granulado e a broca tem o pó fino.
O cupim (português brasileiro) ou térmite, térmita (português europeu) ou salalé (português de Angola) ou ainda muchém (português de Moçambique) é um inseto eusocial da ordem Isoptera, que contém cerca de 2.800 espécies catalogadas no mundo. Esses insetos são mais conhecidos por sua importância econômica como pragas de madeira e de outros materiais celulósicos, ou ainda pragas agrícolas, entretanto, apenas cerca de 10% das espécies conhecidas de cupins,estão registradas como tal.
Em número de espécies, a ordem Isoptera deve ser considerada intermediária entre os insetos, já em termos de biomassa e abundância, os cupins apresentam enorme significância e podem ser comparados às formigas, minhocas, mamíferos herbívoros das savanas africanas ou seres humanos, por exemplo, e estão entre os mais abundantes invertebrados de solo de ecossistemas tropicais. Esta grande abundância dos cupins nos ecossistemas, aliada à existência de diferentes simbiontes, confere a estes insetos a possibilidade de desempenhar papéis como o de "super decompositores" e auxiliares no balanço Carbono-Nitrogênio (Higashi & Abe, 1997).


"Cupim" origina-se do termo tupi kopi'i[1]. "Térmite" origina-se do termo latino TARMITE, "verme"[2].
Distribuição Geográfica


A maioria das espécies de cupins vive nas regiões tropicais e subtropicais, com algumas poucas se estendendo até latitudes mais elevadas, raramente além de 40o norte ou sul. Mais espécies de cupins podem ser encontradas num único hectare de floresta ou savana tropicais do que em toda a América do Norte e Europa juntas. Cupins podem chegar facilmente ao nono andar de um prédio.


Os cupins são insetos hemimetábolos, com metamorfose gradual, e aparelho bucal mastigador; são ortopteróides e formam um grupo monofilético com as baratas e louva-deuses, os Dictyoptera = (Blattaria + Isoptera) + Mantodea. Muito vem sendo discutido a respeito das relações internas dentro de Dictyoptera, inclusive, se a ordem Isoptera deve ou não continuar sendo utilizada, já que um gênero de baratas que vivem em madeira (Cryptocercus) é filogeneticamente mais próximo dos cupins do que das demais baratas.[3][4][5] Desta forma as baratas seriam um grupo parafilético, mas também se poderiam considerar os cupins como uma família (Termitidae) dentro de Blattaria: Blattaria = Outras Baratas + (Cryptocercus + Termitidae).[6]
A classificação mais aceite divide a ordem Isoptera em sete famílias: Mastotermitidae, Hodotermitidae, Termopsidae, Kalotermitidae, Rhinotermitidae, Serritermitidae e Termitidae (Grassé, 1986). As seis primeiras são os chamados cupins "inferiores" (que apresentam protozoários simbiontes para produção da celulase, como a triconinfa ou a Mixotricha paradoxa) e a família Termitidae, que inclui mais de 70% dos cupins do mundo, são os chamados cupins "superiores" (que possuem bactérias para produzirem a sua própria celulase). No Brasil são encontradas apenas as famílias: Kalotermitidae, Rhinotermitidae, Serritermitidae e Termitidae.
Os Kalotermitidae são capazes de viver em madeira seca sem contato com o solo e nunca constroem ninhos.
Os Rhinotermitidae são na maioria subterrâneos e se alimentam de madeira, e alguns deles são pragas importantes.
Serritermitidae, até recentemente continha uma única espécie, Serritermes serrifer, que ocorre apenas no Brasil. 


Novas evidências indicam que Glossotermes oculatus, espécie da Amazônia previamente incluída em Rhinotermitidae, também pertence a Serritermitidae.
A família Termitidae é bastante diversificada, e compreende cerca de 85% das espécies de cupins conhecidas do Brasil. Dentre os Termitidae, alguns são comedores de madeira, de folhas, de húmus, e também cultivadores de fungo (que não ocorrem no Brasil), e muitos constroem ninhos grandes e complexos.
Estes ninhos, em muitas espécies constituem as chamadas termiteiras ou termiteiros. São montes de forma aproximadamente cilíndrica que podem atingir até nove metros de altura. São feitos de uma pasta de terra, fragmentos de madeira, excrementos e saliva produzida pelas próprias térmitas.
Para se deslocarem à superfície protegendo-se dos seus predadores (formigas, aves, etc.) e evitar a luz do sol, constroem com grande rapidez túneis em que usam o mesmo tipo de pasta.


Dejeto de cupim ao canto de uma mesa de madeira.
Todos os cupins são eussociais, possuindo castas estéreis (soldados e operários). Uma colônia típica é constituída de um casal reprodutor, rei e rainha, que se ocupa apenas de produzir ovos; de inúmeros operários, que executam todo o trabalho e alimentam as outras castas; e de soldados, que são responsáveis pela defesa da colônia.
Existem também reprodutores secundários (neotênicos, formados a partir de ninfas cujos órgãos sexuais amadurecem sem que o desenvolvimento geral se complete), que podem substituir rei e rainha quando esses morrem, e às vezes ocorrem em grande número numa mesma colônia. Os membros da família Kalotermitidae não possuem operários verdadeiros, mas esse papel é desempenhado por ninfas (pseudo-operários ou "pseudergates") que retêm a capacidade de se transformar em alados ou soldados.
Existem também cupins desprovidos de soldados, como é o caso de todos os representantes neotropicais da subfamília Apicotermitinae. Alguns cupins possuem dois ou três tipos de soldados, sempre de tamanhos diferentes, e às vezes morfologicamente tão distintos que poderiam passar por espécies diferentes.
A dispersão e fundação de novas colônias geralmente ocorre num determinado período do ano, coincidindo com o início da estação chuvosa. Nessa época, ocorrem as revoadas de alados (chamados popularmente de siriris ou aleluias), dos quais alguns poucos conseguem se acasalar e fundar uma nova colônia.

Escorpião - Biologia

Também conhecido por lacrau ou alacrau, é um animal invertebrado artrópode (com patas formadas por vários segmentos) que pertence à ordem Scorpiones estando enquadrado na classe dos aracnídeos.


O nome escorpião é derivado do latim scorpio/scorpionis. Lacrau vem do árabe al-'aqrab.
Existem registros científicos da existência dos escorpiões há mais de 400 milhões de anos. Segundo pesquisas, foram eles os primeiros artrópodes a conquistar o ambiente terrestre. Nesta adaptação, lhes foi muito útil a carapaça de quitina que compõe o seu exoesqueleto e que evita a evaporação excessiva.
Atualmente já estão catalogadas cerca de 1600 espécies e subespécies distribuídas em 116 gêneros diferentes em todo o mundo. No Brasil existem cerca de 140 espécies.


Existem escorpiões em todos os continentes, exceto na Antártida e Nova Zelândia. Encontramos espécies nos 
Alpes suíços e Europa em geral, no México, Estados Unidos e Canadá, na América do Sul em geral, entre lixo e entulhos das pequenas e grandes cidades, na Floresta Amazônica (Brasil), na Oceania, no norte do Mediterrâneo, no Oriente Médio, na Índia, no norte e sul da África e Ásia.
Suas cores variam do amarelo palha ao negro total, passando por tons intermediários, como o amarelo-avermelhado, vermelho-amarronzado, marrom e tons de verde ou mesmo de azul.
Vida, alimentação e hábitos as diferentes espécies de escorpiões têm tempos de vida muito diferentes e o tempo de vida real da maioria das espécies não é conhecido. A gama do tempo de vida parece situar-se entre os 4 a 25 anos, tendo sido 25 anos o tempo de vida máximo registado para a espécie H. arizonensis.
Preferem viver em áreas com uma temperatura entre 20 °C e 37 °C, mas sobrevivem em temperaturas de 14 °C a 56 °C. Perfeitamente adaptados às condições climatéricas do deserto, suportam uma amplitude térmica diária na ordem dos 40 °C.


São animais carnívoros e têm geralmente hábitos noturnos e crepusculares, quando caçam e se reproduzem. Sua alimentação é baseada em insetos invertebrados tais como cupins, grilos, baratas, moscas e mutucas, e também de outro aracnídeo, a aranha. Uma curiosidade a destacar é o fato de, quando da escassez completa de alimento, os animais desta espécie praticam o canibalismo para sobreviver, ou seja, devoram seus semelhantes. Os escorpiões conseguem comer quantidades imensas de alimento, mas conseguem sobreviver com 10% da comida de que necessitam, podendo passar até um ano sem comer e consumindo muitíssimo pouca água, quase nada durante sua vida inteira.


Os escorpiões têm uma forma de se alimentarem característica, usando as suas quelíceras. Estas são umas pequenas garras que saem da boca, muito afiadas, que são usadas para retirar pequenos pedaços de alimento da sua presa e colocá-los na boca. O escorpião só digere alimentos em forma líquida, rejeitando qualquer matéria sólida (pêlo, exoesqueleto, etc.).
Os predadores naturais do escorpião são as lacraias, louva-deus, macacos, aranhas, sapos, lagartos, seriemas, corujas, gaviões, quatis, galinhas, camundongos, algumas formigas e os próprios escorpiões reprodução.


A reprodução da grande maioria das espécies é sexuada, exigindo a intervenção de machos e fêmeas. Porém, algumas espécies possuem reprodução monóica (também chamada partenogênese), ou seja, não exige a presença de machos. Neste processo, óvulos não fertilizados dão origem a embriões vivos. Na reprodução sexuada, tal como em outras espécies, há uma dança nupcial que antecede o acasalamento. O macho limpa o chão com os pentes e deposita aí uma cápsula contendo espermatozóides (espermatóforo). De seguida, arrasta a fêmea para cima dos espermatozóides a fim de que ela os receba.


Os escorpiões são vivíparos, ou seja, não põem ovos. Podem gerar de 6 a 90 filhotes e o tempo de gestação varia com a temperatura, espécie e alimentação da mãe, podendo estar entre 2 meses e 2 anos. Os filhotes nascem completamente brancos e por meio de parto, através de uma fenda genital. Eles ficam colados ao dorso materno por cerca de 10 a 14 dias até completar-se a primeira muda (quanto mais jovem o escorpião, mais mudas ele fará) até que consigam obter seu próprio alimento sozinhos. A idade adulta é alcançada com cerca de um ano de vida.


Características físicas
O corpo dos escorpiões é dividido em prosomo (cefalotórax), mesossomo e metassomo.
O prosomo é a região anterior, onde se encontram os olhos, quelíceras, pedipalpos terminados em quelas (pinças) e pernas e os pentes.
O mesossomo é a região larga do corpo, onde se encontram as cauda, ali se encontram uma estrutura cilíndrica com um espinho na ponta, chamada telson (o ferrão), duas glândulas de veneno e o ânus.
Algumas espécies atingem dimensões da ordem dos 30 cm e chegam a capturar até pequenos vertebrados (lagartos, rãs e roedores). Os artrópodes possuem esqueleto externo—o exosqueleto, uma estrutura dura, quitinosa, que reveste seu corpo. Os aracnídeos são artrópodes sem antenas, com quatro pares de patas torácicas e um par de palpos. Respiram por meio de filotraquéias, pulmões foliares, como páginas de um livro. Seu corpo é dividido em cefalotórax e abdômen.


Os escorpiões diferem dos outros aracnídeos por terem palpos compridos, além da característica cauda longa e perigosa. Os palpos funcionam como pinças grandes e poderosas, que podem ser usadas para segurar e dominar suas presas. São muito sensíveis ao tato e ao deslocamento do ar, devido à presença de cerdas muito longas e finas.Os escorpiões também podem possuir maior número de olhos que outros aracnídeos, algumas espécies chegando a possuir até seis pares, embora não seja comum.
O corpo do escorpião é constituído por uma parte mais volumosa, o tronco, e por outra mais longa e estreita, chamada cauda. A carapaça que constitui o tronco sem apresentar segmentação é chamada prossoma e engloba o cefalotórax, que não apresenta uma cabeça distinta. A parte que constitui o abdômen é o opistossoma e é bastante segmentada, chegando a apresentar doze segmentos. O opistossoma divide-se em mesossoma, porção abdominal que faz parte do tronco, e metassoma, porção formada pelos cinco segmentos posteriores. Estes constituem a cauda, juntamente com o telso, o último anel. A cauda termina como um aguilhão e é através deste ferrão que o escorpião inocula sua peçonha. No cefalotórax localizam-se os dois olhos medianos, na saliência cômoro-ocular, e os olhos laterais, de cada lado da carapaça.
Veneno e toxicidade


O ferrão do escorpião (chamado de telson), além de servir para agarrar a presa, se defender, e no acasalamento, inocula na presa um veneno. Este veneno contém uma série de substâncias cuja composição química não está bem definida, porém contém neurotoxinas, histaminas, seratonina, enzimas, inibidores de enzimas, e outras. Parece, segundo os pesquisadores, que as neurotoxinas agem sobre as células nervosas da presa, com uma certa especificidade, dependendo do tipo de animal.
É interessante saber que a toxicidade do veneno de um escorpião pode ser comparada com o tamanho de seus pedipalpos (o equivalente ao braço humano do escorpião); quanto mais robustos os pedipalpos, menos o escorpião utiliza-se do veneno para com suas presas e quanto menores eles forem, mais o veneno do escorpião pode ser letal às suas presas.


O veneno de escorpiões do tipo Tityus Serrulatus, que parece ser o veneno mais tóxico de todos os escorpiões da América do Sul, age sobre o sistema nervoso periférico dos humanos, causando dor, pontadas, aumentando a pulsação cardíaca e diminuindo a temperatura corporal. Estes sintomas, devido ao seu peso corporal, são mais acentuados em crianças, e devido às condições físicas, aos idosos. Todos os escorpiões são venenosos, porém apenas 25 espécies podem ser mortais aos humanos. Sua ferroada assemelha-se em grau de toxicidade da ferroada de uma abelha.


Prevenção de acidentes
Os escorpiões só atacam o homem quando se sentem acuados e em circunstância de defesa. Para que um acidente com escorpiões não ocorra, devem-se tomar algumas medidas básicas de prevenção.


Veja a seguir:
Sacuda e examine calçados e roupas antes de usar;
Mantenha limpos os locais próximos a residências evitando acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção;
Mantenha o habitat familiar livre de baratas, que são reconhecidas como um dos principais alimentos dos escorpiões nos centros urbanos.
Não coloque mãos e pés dentro de buracos, montes de pedras ou lenhas;
Use sempre calçados e luvas nas atividades rurais ou de jardinagem;
Use telas e vedantes em portas e janelas;
Use ralos protetores;
Crie aves domésticas em zonas rurais, que agem como predadores naturais;
Em áreas sabidamente escorpiônicas, mantenha as camas a uma distância mínima de 10 cm das paredes.

Pombo - Biologia

O pombo comum, cujo nome científico é Columba livia domestica, é uma ave exótica, que se originou da pomba das rochas, de origem européia, e foi introduzida no Brasil no século XVI. 
São aves mansas, que se encontram em grande número nos centros urbanos, onde se adaptaram muito bem, devido a vários fatores, dentre eles a facilidade de encontrar alimento e abrigo.
Sua imagem está associada ao símbolo da paz, religião, e amor, o que a torna distante de ser considerada uma praga. No entanto, quando em grande número num determinado local, essas aves podem causar danos à saúde e ao ambiente.
Alimentação: têm preferência por grãos e sementes; entretanto, como não são exigentes, comem também restos de refeição, pão e até lixo.
Reprodução: no nosso clima e em boas condições de alimentação, colocam de 1-2 ovos por ninhada e podem ter 5-6 ninhadas ao ano. O tempo de incubação dos ovos é de 17a 19 dias.
Tempo de vida: nos centros urbanos, de 3 a 5 anos; em condições de vida silvestre, podem viver aproximadamente 15 anos.
Habitat: nos centros urbanos, vivem em torres de igreja, forros de casas, beirais, etc.
Predadores: os gaviões são os inimigos naturais; porém, como não estão em grande número nas cidades, o resultado dessa interação é insatisfatório como controle.





Problemas que os pombos podem ocasionar quando em grande número num local: 


Entupimento de calhas e apodrecimento de forros de madeira; danos a monumentos históricos, antenas de TV e pintura de carros (devido à acidez de suas fezes); contaminação de grãos; acidentes aéreos ou terrestres. 




MÉTODOS DE CONTROLE
Educativo
Baseia-se na orientação da população das cidades, alertando-a para que evite alimentar os pombos, pois tal hábito acarreta aumento exagerado do número de aves, com maior risco de transmissão de doenças e danos ambientais. Recomenda-se também evitar deixar restos de alimentos à disposição das aves, bem como manter o lixo acondicionado em sacos plásticos bem fechados. Essas medidas favorecem o controle do número de pombos: a diminuição de alimentos acarreta um menor número de ovos e filhotes. 


Barreiras físicas
Este método baseia-se na utilização de telas, fechamento das aberturas por onde as aves adentram, com alvenaria ou outro material resistente; colocação de fios de nylon (de pesca) a aproximadamente 10 cm da base e presos nas extremidades por um prego; uso de pontas de arame em locais altos onde não haja acesso de pessoas; mudança do ângulo de inclinação da superfície de apoio das aves para 60 graus, entre outros.


Repelentes
Existem no comércio vários produtos, que são aplicados sobre telhados, beirais, etc. com o objetivo de afastar as aves do local. Sua ação se baseia no desconforto provocado pelo contato das aves com a substância, o que as faz se afastarem do local. 


Anticoncepcionais
O Ornitrol, produto americano, é um inibidor da reprodução de pombos, mas pode também provocar a esterilização temporária de outros pássaros, caso haja uma utilização incorreta do produto. Recomenda-se sua utilização por técnicos da área pública, universidades e firmas especializadas em controle de pragas. Trata-se de milho coberto por uma camada de um quimioesterilizante, que impede a síntese da formação da gema do ovo, atuando também na espermatogênese. É indicado para cidades pequenas, e deve ser utilizado por um período de 2 anos para melhor se constatarem os resultados. 
Todos os métodos de controle possuem suas vantagens e desvantagens; entretanto, o que se recomenda é a utilização de medidas integradas a fim de se obterem melhores resultados.

Traça - Biologia

Sob o nome genérico de traças, estão três grupos de insetos reunidos em duas Ordens, as traças dos livros ou traças prateadas, Ordem Thysanura; e as traças das roupas e traças de produtos armazenados, ambas pertencentes à Ordem Lepidoptera (mariposas e borboletas).


As traças têm preferência por ambientes úmidos e apresentam hábitos diurnos e noturnos, sendo ativas à noite e escondendo-se durante o dia, evitando contato direto com a luz. Assim, ao acender-se a luz de um aposento, estas pragas procuram se esconder em frestas ou atrás de móveis e quadros. São muito ágeis e escondem-se rapidamente em frestas de móveis, armários, rodapés e caixas, sendo este último, o principal veículo de dispersão do inseto, levada junto a livros e utensílios domésticos em casos de mudança.
Em áreas urbanas, as traças podem infestar roupas, papéis, estofados, livros, frutas secas, grãos ou outros alimentos armazenados e muitos outros produtos manufaturados. Em culturas agrícolas, atacam hortaliças e frutos frescos, e outras, se alimentam da cera dos favos produzidos pelas abelhas, destruindo-os e causando perdas aos criadores de abelhas melíferas.




Traça de roupa
Ordem:  Lepidoptera
Família:  Tineidae
Nome vulgar: Traça das roupas




Traça de livro
Ordem:  Thysanura
Família:  Lepismatidae
Nome vulgar: Traça dos livros




Traça de grãos 
Ordem: Lepidoptera
Nome vulgar: Traça dos grãos




A prevenção  de um modo geral, dependem do monitoramento constante, atentando-se ao início da infestação, o qual é sempre mais fácil de ser controlada.
Para as traças dos livros e das roupas, devemos evitar o acúmulo de papéis velhos, manter livros e revistas em locais adequados e limpos, evitar pontos de umidade (principalmente em gabinetes escuros de pias), evitar a entrada de objetos em caixas de papelão provenientes de locais infestados, manter limpos rodapés e frestas por meio de aspirador de pó, inspecionar periodicamente roupas, tapetes e outros objetos suscetíveis, manter estantes, armários e gabinetes arejados e limpos. Roupas atacadas poderão ser colocadas em sacos plásticos e dispostas em freezer por alguns dias, matando os ovos e traças (ou insetos) infestantes. Alimentos contaminados ou suspeitos do ataque de traças deverão ser descartados. O uso de naftalina auxilia na prevenção e no controle de traças. Em infestações muito severas, o uso de determinados produtos inseticidas domissanitários, aplicados por uma empresa dedetizadora especializada, certamente será a opção mais viável de controle destas pragas.


Meios de controlar traças em estantes de livros? 
Para o controle de traças de livros, você poderá utilizar qualquer inseticida aerossol, encontrado nos supermercados. Paralelo à aplicação do inseticida,  para prevenir o ataque destes insetos ou evitar que sua população aumente siga estes métodos:


1.Controlar ou eliminar pontos de umidade, tais como vazamentos de encanamentos.
2.Evitar acúmulo de jornais, livros e revistas velhas ou outras fontes de alimento. 
3.Selar frestas e ranhuras na estrutura, onde estes insetos podem se abrigar.
4.Evitar a entrada de material proveniente de locais com histórico de infestação por traças (caixas de papelão, pilhas de livros, jornais, revistas, etc.). Limpar periodicamente livros e outros materiais estocados que podem servir de alimento.


Meios para controlar as traças de roupas?
Para o controle de traças de roupas,  você poderá utilizar qualquer inseticida aerossol, encontrado nos supermercados. deverá ainda seguir os seguintes métodos de prevenção:


-Continuar mantendo a casa sempre limpa, é a forma mais adequada para prevenir e controlar as traças das roupas.
- Nunca deixe roupas e tapetes empilhados em locais escuros por longo tempo.
- Retire-os periodicamente para banho de sol ou lavagem.
- Nunca guarde roupas usadas dentro do guarda-roupas. Lave-as sempre antes de guardar e passe-as com ferro quente, pois os ovos serão mortos.
- Passe sempre o aspirador de pó, utilizando o bico adequado para frestas, nos locais de difícil acesso para a vassoura ou espanador.


Depois de tomar estas providências, caso a infestação ainda persista, será preciso a contratação de uma empresa dedetizadora controladora de pragas.

Aranha - Biologia

Freqüentemente, as aranhas são associadas aos filmes de suspense ou terror, habitando os castelos e as mansões mal-assombradas, nas quais espalham sua teia por toda parte. Entre as que os filmes B nos mostram como mais assustadoras, encontra-se a caranguejeira, devido a seu grande porte, à quantidade de pêlos espalhados pelo corpo e sua aparência agressiva.


No entanto, as cerca de 300 espécies de caranguejeira existentes no Brasil são praticamente inofensivas. O contato com elas causa no máximo irritação na pele, devido à substância urticante que se encontram em seus pêlos. Somente duas espécies de caranguejeiras (Atrax e Hadronyche) são verdadeiramente perigosas para o homem, mas elas se encontram na Oceania.

Existem cerca de 35 mil espécies de aranhas, dentre as quais há as que são peçonhentas ou venenosas, as que fazem teias, as que atacam e as que liberam seus pêlos para se defenderem. A grande maioria delas não causa grandes problemas ao ser humano. Quando muito, uma irritação no local do ataque.

Três espécies de aranhas perigosas

No Brasil temos três espécies de aranhas perigosas: a viúva negra (Latrodectus sp), da família Theridiidae; a aranha armadeira (Phoneutria sp) da família Ctenidae; e a aranha marrom (Loxosceles sp), da família Sicariidae.

A picada da viúva negra tem ação neurotóxica e provoca dor, sudorese, agitação psicomotora, câimbras, dores abdominais, taquicardia e hipertensão arterial. A mordida da armadeira ocasiona dor imediata no local, suor e vômitos. Já o veneno da aranha marrom, embora não provoque efeitos em ratos ou outros animais de laboratório, pode ser mortal para uma criança ou um adulto debilitado. 


Colaboração ecológica das aranhas

Mas as aranhas não são apenas nocivas. Por serem carnívoras, alimentam-se, principalmente, de baratas, grilos e outros insetos. Com isso, controlam a população desses seres, impedindo que a sua proliferação prejudique o meio ambiente.

Há alguns anos, as aranhas têm sido amplamente estudadas e o motivo básico dessas pesquisas é a sua teia. O fio da teia de aranha é muito resistente e ao mesmo tempo flexível. Portanto, poderia ser utilizado, por exemplo, para a confecção de coletes a prova de balas e na fabricação de pára-choques, sem falar nas possíveis utilizações farmacêuticas.

A dificuldade é como obter um grande quantidade desse fio para utilizá-lo em larga escala. Recentemente, pesquisadores de uma empresa canadense criaram uma cabra capaz de produzir em seu leite a proteína responsável pela formação da teia de aranha. Isso talvez resolva a falta de matéria-prima para a fabricação dos produtos. Também é possível obter resultados semelhantes por meio do algodão transgênico, bem como do gado leiteiro.

Utilidade da teia de aranha

Outra possibilidade de utilização da teia de aranha é na criação de tendões, ligamentos e membros artificiais, devido à sua elasticidade e resistência, além do fato de que não houve nenhum indício de rejeição.

Com tudo isso, a utilidade das aranhas já é incontestável. Então, devemos ter cuidado na preservação destes animais na natureza. Além do mais, vale a pena lembrar que podemos admirá-los (em alguns casos, de longe). As aranhas são curiosas e belas quanto à formação de seu corpo (cefalotórax e abdome), número de patas, cores, curiosidades, habitat...

Formiga - Biologia

As formigas são insetos que pertencem à família Formicidae, da qual já foram descritas cerca de 10 mil espécies. As formigas vivem em grandes colônias que podem se formar sob o solo, no interior de troncos ou até em ambientes artificiais, como o espaço entre os tijolos de uma casa, um chão de cimento ou uma parede de azulejo. 

Registros fósseis indicam que as formigas surgiram por volta de 80 milhões de anos atrás. Desde então obtiveram sucesso em colonizar quase todas as regiões do mundo. Só não encontramos formigas na Antártida e no Pólo Norte.

Anatomia das formigas

Assim como os outros insetos, as formigas possuem um exoesqueleto impermeável, três pares de pernas e o corpo dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome.

Na cabeça da formiga encontramos: um par de olhos compostos, capazes de detectar os movimentos mais sutis; um par de antenas, utilizadas na comunicação e na busca de alimentos, e um par de poderosas mandíbulas, usadas na captura ou coleta de comida, defesa, e também na escavação dos formigueiros.

Reprodução e desenvolvimento

Em um formigueiro, podemos encontrar várias fêmeas estéreis, chamadas de operárias, e, geralmente, uma única fértil, a rainha.

Na época do acasalamento, a rainha realiza o chamado "vôo nupcial", durante o qual se acasala com os machos, que costumam morrer pouco tempo depois. Após o acasalamento, a rainha retorna à colônia, perde as asas e realiza a postura dos ovos. Os ovos fecundados dão origem a fêmeas. Os que não foram fecundados se desenvolvem através de um processo conhecido como partenogênese, originando os machos.

Do ovo eclode uma pequena larva que irá se transformar em pupa, que é o inseto no estado intermediário entre a larva e a forma adulta. A pupa, por sua vez, se desenvolverá até atingir o estágio de formiga adulta. Metamorfose completa é o nome desse tipo de desenvolvimento. 


Alimentação das formigas

A alimentação fornecida às larvas determina se ela se transformará em rainha ou operária. Dependendo da espécie, a formiga pode se alimentar de pequenos animais mortos, frutos, sementes, flores ou folhas de plantas, além de diversos itens presentes na alimentação humana, principalmente aqueles ricos em açúcar, como doces e massas.

As formigas chamadas de "cortadeiras" se alimentam de um fungo que criam no interior dos formigueiros. As folhas que elas cortam e carregam, às vezes por longas distâncias, servem como alimento para esses fungos.

Formigueiro e divisão do trabalho

O formigueiro pode ter estruturas muito complexas. A porção visível acima do solo costuma ser só uma pequena parte de um conjunto de galerias e túneis subterrâneos, que se estendem por dezenas de metros. Geralmente, para a sua construção, é escolhido um local próximo à fonte de alimentos, seco e bem protegido.

As formigas são insetos sociais e apresentam uma clara divisão das tarefas necessárias à manutenção das colônias. A rainha é responsável pela reprodução, ou seja, pela geração de novos indivíduos para o grupo. As operárias realizam diversas tarefas, como coletar alimento, defender o formigueiro e cuidar das larvas e pupas. Os machos fertilizam as rainhas, durante o período de acasalamento, e morrem logo depois.

Comunicação entre as formigas

A comunicação entre as formigas é realizada através de substâncias químicas chamadas de feromônios. Com suas antenas, elas detectam feromônios deixados nas trilhas, ao redor do formigueiro, ou presentes no corpo de outras formigas. Dessa forma, são capazes de reconhecer umas às outras, encontrar caminhos que levam até a fonte de alimento e alertar a colônia sobre ameaças ou presença de predadores.

As formigas estabelecem tanto interações positivas como negativas com o meio ambiente e com o homem.

Muitas espécies apresentam relações de simbiose com alguns vegetais. Geralmente, nestes casos, a formiga se alimenta de pequenas porções da planta, ao mesmo tempo em que a protege do ataque de outros herbívoros mais destrutivos. Já a construção dos formigueiros revolve e oxigena o solo, melhorando as suas condições.

Pragas

Por outro lado, muitas espécies, como aquelas genericamente chamadas de cortadeiras, podem prejudicar o desenvolvimento de muitas plantas e até matá-las. Plantações inteiras já foram perdidas devido ao ataque dessas formigas, causando grandes prejuízos econômicos.

As formigas que habitam áreas urbanas, vivendo em jardins ou mesmo no interior de paredes e muros, podem representar um problema para o homem, sendo consideradas pragas. Afinal, quem nunca teve uma plantinha ou um belo pedaço de bolo atacado por esses insetos? Porém, em muitas culturas, as formigas, bem como seus ovos e larvas, fazem parte da alimentação. Elas são consideradas deliciosos aperitivos e são servidas fritas, cruas ou até mesmo ainda vivas.

Barata - Biologia

As baratas estão entre os bichos que mais causam repulsa no ser humano. A maioria sente asco só de imaginar uma barata. Isso acontece porque as espécies que convivem com as pessoas nas cidades transitam pelos esgotos e são vetores de doenças.

Existem cerca de 5 mil espécies de baratas, das quais 1 mil são brasileiras. Muita gente não sabe que as baratas urbanas correspondem a 1% do total de espécies desses insetos - o restante são espécies silvestres. 

Barata luminosa

As baratas silvestres são importantes recicladoras de matéria orgânica. Não transmitem doenças, nem exalam mau cheiro, explica José Albertino Rafael, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Atualmente, Rafael coordena pesquisas sobre uma espécie de barata, a Lucihormetica fenestrada.

O objetivo é entender como essa barata emite luz fria, da mesma forma que os vaga-lumes. Nestes insetos, sabemos que as reações produtoras de luz ocorrem em células denominadas fotócitos.

Baratas do tempo dos dinossauros

Os fósseis mais antigos de baratas estão datados em cerca de 320 milhões de anos, do período Carbonífero. Esses registros são impressões em rochas pré-históricas - o padrão das nervuras presentes nas asas é característico de cada espécie.

Fósseis de baratas encontrados nas rochas calcárias da Formação de Santana, na região mineira de Santana de Cariri, datam de 112 milhões de anos, do período Cretáceo Inferior. Isso prova que esses insetos foram contemporâneos dos dinossauros.

Fórmula que deu certo

As baratas são sobreviventes de todas as alterações climáticas e ambientais sofridas pela Terra em centenas de milhões de anos. Como uma fórmula "que deu certo", elas não mudaram muito de lá para cá. Apresentam apenas variação no número de nervuras em suas asas e de espinhos nas pernas.

A espécie comum no ambiente urbano é a Periplaneta americana, conhecida como barata grande ou de esgoto. As baratas urbanas vivem próximas dos seres humanos por três motivos: água, alimento e abrigo, esclarece o especialista em estudos com baratas urbanas, Neliton Silva, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Baratas gostam de cerveja

Esses insetos são tão adaptados às cidades que se alimentam até mesmo de cola e papel - e apreciam bebidas alcoólicas, como a cerveja, segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz.

De cor marrom-avermelhado, essas baratas voam e vivem em ambientes escuros, quentes e úmidos, como esgotos, ralos e lixo. A Periplaneta americana, bem como a Blatella germanica, originária da Europa, disseminam diversas doenças e parasitoses em suas fezes, como toxoplasmose, hanseníase, tifo, disenteria, pneumonia e meningite.

Os predadores das baratas urbanas são, além do ser humano, as aves, lagartixas e, por vezes os gatos. Comer o inseto é uma das formas de esses felinos serem infectados com o protozoário responsável pela toxoplasmose, o Toxoplasma gondii.

Quando as baratas perdem a cabeça

A resistência desses insetos é incrível: eles vivem até quatro anos, podem sobreviver uma semana sem água e um mês sem se alimentar. Também não se afogam com facilidade - seu fôlego dura 40 minutos. O cérebro da barata não fica só na cabeça, mas ao longo de seu corpo. Assim, se a barata tiver sua cabeça cortada, ela sobrevive por uma semana e, então, morre de sede.

"Olhos" nas costas

A barata está parada. Alguém se aproxima, por trás, para dar-lhe uma chinelada e ela sai correndo na direção oposta - dificilmente se acerta o alvo na primeira tentativa. Isso acontece porque esses insetos estão equipados com pequenas cerdas sensoriais nas costas, que captam o menor sinal de deslocamento de ar.

O sistema nervoso da barata traduz os impulsos elétricos que lhe dão a informação precisa da direção do ar. Desse modo, o inseto sabe exatamente para onde escapar de sua ameaça. Outros apetrechos sensoriais da barata são suas antenas: elas captam moléculas de cheiro e também informam a direção do vento.

Resistentes ao veneno

O uso de inseticidas pode matar uma barata. Mas, se ela estiver produzindo filhotes, estes serão resistentes ao veneno - ele não mata seus ovos. Para dar fim à barata e garantir que ela não deixe descendentes, o mais eficaz é mesmo uma chinelada.

O acúmulo de lixo e a sujeira significam uma infinidade de alimentos para as baratas. Por isso, uma das melhores maneiras de se evitar a convivência com esses insetos é a higiene. Esse cuidado e a desinsetização periódica são suficientes para o ambiente ficar livre de baratas, por algum tempo.

Pulga - Biologia

Pulga é o nome comum dos insectos sem asas da ordem Siphonaptera.
As pulgas são parasitas externos que se alimentam do sangue de mamíferos e aves. Estes animais podem transmitir doenças graves como o tifo e a peste bubónica.
Elas afectam normalmente animais de estimação, como o gato, o cachorro, entre outros. Elas dependem do hospedeiro para se alimentarem e se protegerem, permanecendo toda a sua vida nestes e em outros animais contactantes. Além de provocarem incômodo pelas picadas, transmitem vermes,parasitas sangüíneos e podem induzir a processos alérgicos, diminuindo a qualidade de vida dos animais.
Uma pulga é capaz de pular a um metro de distância, o equivalente, em proporção de tamanho, a um humano saltar o comprimento de um campo de futebol.[1]
O tamanho de uma pulga dependendo da espécie pode chegar a 5 mm de comprimento



As pulgas estão entre os insetos que mais causam problemas ao ser humano e a outros animais - inclusive outros insetos, acredite. Elas pertencem à ordem Siphonaptera. O nome vem do grego Siphon - sifão, e apteros - sem asas.

Certo, pulgas não têm asas. Mas são capazes de pular cerca de 300 vezes a sua altura - as campeãs de salto na natureza.

Espécies de pulga no Brasil

Existem três mil espécies de pulgas no mundo - segundo o levantamento realizado pelo programa Biota, da Fapesp. De acordo com o mesmo estudo, 59 espécies são encontradas no Brasil - 36 delas só no estado de São Paulo.

As pulgas são prejudiciais à saúde por dois motivos: são ectoparasitas e vetores biológicos de protozoários e vermes. Ectoparasitas são aqueles que não entram dentro do corpo do hospedeiro.

Ciclo de vida da pulga

As pulgas têm quatro estágios de vida: ovo, larva, pupa e adulto. O tempo de cada fase de vida dos sifonápteros varia de acordo com a espécie.

  • Fases 1 e 2: Os ovos eclodem, depois de alguns dias que são postos, e deles saem as larvas vermiformes. No caso das pulgas que atacam cães e gatos, as larvas escondem-se em frestas e nos carpetes e estofados.
  • Fase 3: Dentro de uma semana, as larvas tornam-se adultas e passam ao estágio de pupa, o casulo formado pela larva.
  • Fase 4: Quando percebe a presença de um hospedeiro, a pulga adulta sai de seu casulo. Nessa fase esses insetos se tornam ectoparasitas hematófagos: sugam o sangue de seus hospedeiros - e geram ovos em profusão.


Uma pulex irritans, a pulga comum ou "pulga do homem", começa a pôr ovos 48 horas depois de sugar sangue. E coloca de 20 a 22 ovos por dia. Nos seus 110 dias de vida, ela pode colocar até dois mil ovos.

Pulgas prefrem mamíferos

Existem 18 famílias de pulgas, e cada uma delas têm preferência por um grupo animal. A família Ceratophyllidae abriga as que parasitam os roedores, e a Hystrichopsyllidae agrupa as pulgas de insetos - isso mesmo: insetos que parasitam outros.

Os morcegos são hospedeiros da família Ischnopsyllidae, enquanto pássaros, marsupiais, cães, gatos e o ser humano são parasitados pelas famílias Leptopsyllidae, RhopalopsyllidaeVermipsyllidae, e Pulicidae, respectivamente.

As pulgas adoram o sangue dos mamíferos. O estudo realizado pelo Biota Fapesp, esclarece que 94% dos hospedeiros desses ectoparasitas são da classe Mammalia e desses, 74% são roedores. As aves são as menos apreciadas pelas pulgas: apenas 6% delas são hospedeiras desses insetos.

Ameaça à saúde

Todas as regras têm exceções, principalmente na biologia. A famíliaPulicidae possui gêneros que parasitam os ratos e o ser humano. O rato abriga a espécie Xenopsylla cheopis que é vetora da bactéria Yersinia pestis, causadora da peste bubônica.

Essa pulga, quando infectada, regurgita enquanto suga o sangue do hospedeiro, pois a Yersinia pestis obstrui seu aparelho digestório. Isso faz essa pulga ficar constantemente faminta, mordendo até mesmo o ser humano - e assim ela dissemina o bacilo da peste.

Xenopsylla cheopis também é transmissora da bactéria Rickettsia typhi, causadora do tifo endêmico. Em cães e gatos, as pulgas do gêneroCtenocephalides transmitem o verme Dipylidium ssp, responsável pela teníase canina e felina, a verminose conhecida como dipilidíase.

Bicho-do-pé

A tungíase, conhecida como "pulga-da-areia", "bicho-do-pé", "pulga-de-bicho" ou "bicho-do-porco", é provocada pela Tunga penetrans. É a menor espécie de pulga que se tem notícia, com um milímetro de comprimento. Esse ectoparasita ataca humanos e suínos.

Muitas pessoas já tiveram a dolorosa experiência de precisar tirar o "bicho-do-pé", depois de passar as férias no litoral. Apesar de ser um problema passageiro para a maior parte das pessoas, em comunidades pobres, aTunga penetrans é endêmica e uma grave questão de saúde pública.

Superinfecção

O ciclo de vida da Tunga não dura mais de 15 dias. Por isso, a tungíase é negligenciada. Nos casos em que a pessoa sofre sucessivas infecções causadas por essa pulga, pode chegar a ter até 200 desses insetos sob a epiderme, a camada externa da pele.

Isso causa lesões sérias. As feridas abertas servem como um portal para diversos microorganismos causadores de doenças. À infecção bacteriana dos ferimentos pode seguir-se de tétano e gangrena.

Reações alérgicas

Tanto seres humanos como cães e gatos podem apresentar reações alérgicas ao serem picados por pulgas. Esse é um grande desconforto, pois a região mordida apresenta forte prurido. O ato de coçar-se aumenta a ferida, que pode infeccionar. Há casos de cães e gatos em que a pelagem dá lugar a lesões sérias.

Prevenção

Em ambiente doméstico, em especial quando se possui animais de estimação, deve-se manter a higiene. Além desse cuidado, recomenda-se a dedetização periódica do ambiente, sempre com orientação profissional.

É importante lembrar que todos os produtos antipulgas podem intoxicar animais de estimação e crianças se não forem utilizados segundo as recomendações do fabricante.

Também é recomendável procurar orientação veterinária, para que o combate às pulgas seja eficaz e não prejudique outros seres que vivam no mesmo ambiente.