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08 maio 2012

Ratos - Biologia

As ratazanas (Rattus sp.), são mamíferos roedores, provavelmente originárias da Ásia, ou talvez da Índia ou da PérsiaPallas, naturalista do século XVIII, foi o primeiro a incluí-las na relação da fauna européia. Em finais do século XVIII atravessaram o Rio Volga e finalmente chegaram ao ocidente. Em 1728alcançaram a Inglaterra1750 a Prússia oriental, 1753 chegaram a Paris e em 1809 invadiram a Suíça.
Lineu, o grande naturalista sueco que criou o sistema moderno de nomenclatura zoológica, não as incluiu na edição de 1758 de sua obra, por não terem chegado à Escandinávia até então. Em 1755 as ratazanas chegaram à América do Norte.


Este roedor é encontrado atualmente em todo o mundo, mesmo nas ilhas oceânicas desérticas e desoladas. As espécies mais conhecidas são a ratazana negra (Rattus rattus) e o rato marrom (Rattus norvegicus). São originários da Ásia e conhecidos como os ratos do velho mundo. É comum serem usados como animais de estimação, como alimento para outros animais ou mesmo na alimentação humana.
Muito ágeis, as ratazanas podem subir por paredes lisas, sendo ajudadas nestas escaladas pelo atrito das escamas da cauda. Além de nadarem bem, mergulham e saltam com facilidade. Têm os sentidos bem desenvolvidos, particularmente a audição, o olfato e o paladar. Muitos dos quais se encontram abrigados em árvores, e podem se diferenciar de outros por preferirem alimentação a base de frutas.

Os ratos e os camundongos diferem, principalmente, no tamanho, mas quanto as outras estruturas são aparentemente idênticos. O dorso apresenta pelagem de coloração cinza, marrom, vermelha ou preta e a região ventral, freqüentemente, é acinzentada. A cauda é escamosa e desprovida de pelagem. Diferente do gambá, não pode usar da cauda para se pendurar. Medem em torno de 80 a 300 mm, exceto a cauda que pode apresentar tamanhos diversos e muitas vezes é de tamanho similar ao corpo. Chegam a atingir de 200 a 400 gramas, com alguns indivíduos alcançando os 500 gramas. O corpo apresenta formato de bolsa ou até certo grau é fino. Em algumas espécies o pé é adaptado a uma vida terrestre, enquanto em outras é adaptado à uma vida arborícola,graças a convivência com o homem. 
Muitas das espécies de Rattus vivem em florestas tropicais, campos abertos, como as savanas, campinas, etc, diferente de algumas que vivem junto de residências humanas. Os ratos escondem-se durante o dia em buracos, sob rochas, em troncos e pilhas de lixo. À noite saem para procurar alimentos. Estes animais são escaladores extremamente ágeis e podem correr por um fio de apenas 1,6 mm de diâmetro. Em residências, podem ser achados em lugares altos e secos. Podem ser encontrados também em amontoados de lixo, procurando alimento.

São animais onívoros, comendo uma ampla variedade de plantas e matéria animal. Muitas espécies tem preferência por sementes, cereais, nozes, vegetais e frutas. Podem fazer parte da dieta insetos e outros invertebrados (por exemplo, a minhoca). A espécie que vive entre os humanos pode se alimentar de qualquer coisa, como sabão, couro, papel e cera-de- abelha.

Em muitas espécies existe um sistema social, onde o macho dominante delimita um território contendo algumas fêmeas. Cada macho exclui os outros de seu território e apenas ele pode-se acasalar com as fêmeas residentes. As fêmeas de uma colônia cuidam coletivamente de suas proles. Estas colônias territoriais se mantém muito bem organizadas e os ninhos são cuidadosamente mantidos. Os machos não dominantes possuem um território definidos e estes não podem circular em territórios de machos dominantes. Em tocas não organizadas e ninhos pobremente mantidos, as fêmeas, quando entram no cio, são seguidas por vários ratos machos e podem se acasalar uma centena de vezes em uma noite até que condições de estresse resultem em uma baixa muito grande na reprodução. Esse fator é considerado o responsável pelo controle da população de ratos.



A fêmea pode apresentar de 4 a 12 mamas (sempre em número par). O período de gestação é de 21 a 22 dias em fêmeas não lactantes e de 23 a 29 dias em fêmeas lactantes. Geralmente nascem 8 jovens e as fêmeas podem se acasalarem novamente em apenas 3 a 5 meses, após o último parto. A maturidade sexual se dá em torno dos 80 dias. Os ratos podemviver por até 4 anos.

Há muitas espécies que são prejudiciais ao homem, tanto em termos econômicos quanto sanitários. Espécies de camundongos atacam celeiros (ou depósitos de grãos) tornando mais fácil o ataque de fungos e bactérias a esses grãos, além de se alimentarem vorazmente dos grãos, baixando a produtividade. Podem transmitir doenças quando em contato com o ser humano, principalmente, através de suas fezes e urina, que transmitem a leptospirose.

Escaravelho - Biologia

Escaravelhos (do latim vulgar scarafaius, variante de scarabaeus, pelo português antigo escaraveo) é a designação comum a insetos coleópteros e coprófagos (especialmente os que vivem de excrementos de mamíferos herbívoros), da grande família dos escarabeídeos (Scarabaeidae), besouros pesados e coloridos, na qual se incluem besouros grandes e o famoso escaravelho sagrado (Scarabeus sacer), adorado pelos antigos egípcios. Há cerca de 30 mil espécies de escaravelhos no mundo. As fêmeas de certas espécies (como as do escaravelho sagrado) preparam uma bolinha de excremento (esterco), às vezes cobertas de barro, na qual põem o ovo, e que enterram depois de empurrá-la a certa distância. O escaravelho é também conhecido como escarabeu, carocha, rola-bosta (ver foto em baixo à direita), capitão, coró, bicho-bolo e bicho-carpinteiro. 


Os escaravelhos são insetos coleópteros e alguns também coprófagos, especialmente os que vivem de excrementos de mamíferos herbívoros. O inseto vive nas fezes destes animais e, as vezes, utiliza-os como alimento. Uma atitude muito sustentável na própria natureza.


Sobre a Ordem Escaravelhos, ela é a que mais possui espécies em todo o reino animal, como por exemplo, a grande família dos Escarabeídeos, besouros pesados e coloridos, na qual se incluem besouros grandes e o famoso escaravelho sagrado, adorado pelos antigos egípcios.


No Egito Antigo, os escaravelhos eram seres sagrados, sendo usados como amuletos relacionados com a vida após a morte e a ressurreição. Eram muito usados nas mumificações para proteger o morto no caminho para o além. O escaravelho rola-bosta leva seu excremento para a sua toca e o come lá.
Há cerca de 30 mil espécies de escaravelhos no mundo e o seu tamanho pode variar de 2 mm até 180 mm. As fêmeas de certas espécies, como as do escaravelho sagrado, preparam uma bolinha de excremento (esterco), às vezes cobertas de barro, na qual põem o ovo e enterram.

Vespas - Biologia

Estes insetos pertencem a mesma ordem que as abelhas (Hymenoptera), subordem Apocrita, superfamília Vespoidea, família Vespidae. Há três subfamílias que conhecemos  como sendo as vespas mais comuns e de hábitos sociais. São elas: Vespinae, Polistinae, Polybiinae. O corpo destes insetos é dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome. Este inseto se caracteriza por apresentar dois pares de asas, sendo que o par anterior é maior que o posterior e este está ligado ao primeiro por uma série de ganchos presentes na margem. As asas, quando em repouso, se dobram longitudinalmente. O pedúnculo que liga o tórax ao abdome é fino e longo. Junto ao tórax estão ligados três pares de patas. A cabeça apresenta um par de antenas e os olhos compostos apresentam uma reentrância nas margens internas. O canal ovopositor das fêmeas é muito desenvolvido e utilizado como ferrão. A metamorfose que apresentam é do tipo completa (holometábolos).

Popularmente, todas as espécies de himenópteros que não são as abelhas nem as formigas, são conhecidas como vespas ou marimbondos. Este é um conceito muito vago e abrangente para designar as vespas, pois estas pertencem apenas a superfamília Vespoidea. Como já dito anteriormente, há algumas vespas que são sociais enquanto outras são solitárias. As sociais são familiares a maioria das pessoas e apresentam uma sociedade de castas, com a rainha, operárias e machos. Como apenas as fêmeas apresentam um canal ovopositor somente elas podem ferroar. O ninho das vespas sociais é construído com um material muito semelhante a papel, formado por madeira ou folhagem mastigada e elaborada pelo inseto. A rainha começa a construção de um novo ninho e ela mesma se encarrega de nutrir as primeiras larvas. Pouco tempo depois as operárias (nascidas da primeira ninhada) assumem o papel de cuidar das larvas e a rainha passa apenas a depositar os ovos. Nesta seqüência são depositados ovos que darão origem a machos e fêmeas.

Os insetos adultos alimentam-se de materiais açucarados, como néctar, seiva ou substâncias similares. Já as larvas são alimentadas com outros insetos ou aranhas, que são trituradas antes de serem oferecidas.

Na subfamília Polistinae, encontramos a maioria das vespas que alguns chamam de marimbondo. São avermelhados ou marrons. O corpo é delgado e o abdome fusiforme. O ninho é formado por um “pente” de células (ou favos), mais ou menos circular e horizontal, aderido a um suporte por um delgado pedúnculo. As células são abertas na região inferior enquanto as larvas crescem e são lacradas quando estas empupam.

A subfamília Vespinae apresenta os ninhos com muitas camadas de células hexagonais, todas inclusas em um envelope de material semelhante a papel. Muitas vezes apresentam aspecto globoso e podem estas aderidos a galhos, sob sacadas, ou de qualquer superfície que se projete no espaço. O gênero mais comum que encontramos é a Vespula.

Já a subfamília Polybinae constitui a maioria dos marimbondos socais que conhecemos. Nesta subfamília a formação de um novo ninho é formada por enxameagem, ou seja, uma parte da antiga colônia se muda junto com uma nova rainha para um novo ninho. As células podem ser dispostas tanto vertical como horizontalmente, apresentando ou não um envólucro. O material usado para a construção do ninho é mais grosseiro, muito similar a papel cartão. Algumas espécies podem armazenar mel, cupins e outros insetos mortos (utilizados na alimentação das larvas). São de coloração preta com uma mancha amarela na margem posterior do tórax e com cerca de 2 cm.

As demais subfamílias não são sociais e muitas são parasitas de outros insetos, como aranhas, baratas e lagartas.

Abelha - Biologia

O mel foi a primeira substância adoçante conhecida da Antiguidade segundo a Bíblia era uma das duas dádivas da Terra da Promissão (a outra era o leite).

A apicultura que é a criação de abelhas melíferas (produzem mel), já é praticada a muito tempo, os egípcios documentaram isso pela primeira vez no ano 2600 a.C, por meio de incrições funerárias nas pirâmides!!!

A antiga apicultura era pouco rendosa: realizada em colônias fixas de barro, madeira ou palha, apresentava dificuldades para a coleta do mel, acarretando a destruição dos favos e danificando a colmeia.

Em meados do século XIX, dois apicultores criaram o sistema de caixilhos removíveis, o que deu grande impulso a essa atividade. Esses caixilhos, onde as abelhas constroem os favos, permitem ao apicultor acompanhar seu trabalho e proteger as abelhas de doenças ou inimigos. Feitos de madeira, são dispostos paralelamente na caixa quadrangular (o cortiço), que também é de madeira.


Nem Todas São Domesticáveis
As abelhas pertencem a ordem dos Himenópteros, da qual também fazem parte as formigas e as vespas. Exitem abelhas de muita espécies; nem todassão sociais ou seja, nem todas vivem em colônias.

Ao contrário do que se pensa, a maioria delas se compõe de abelhas solitárias, que constroem seu ninho em ocos de árvores ou embaixo da terra. Já as abelhas sociais vivem juntas em grandes colônias de indivíduos e seus ninhos são chamados colméias.

O corpo de um desses indivíduos que raramente ultrapassa 3,75 cm de comprimento é constituído de três partes: cabeça, tórax e abdômen. No torax encontram-se dois pares de asas e três pares de pernas. As fêmeas possuem um ovopositor na extremidade do abdômen, que é utilizado para depositar os ovos e contém um ferrão para picar os inimigos.

Só as abelhas sociais são domesticáveis e destas a Apis mellifera é a espécie mais utilizada na produção comercial de mel, juntamente com as subespécies carnica (abelha cárnica) remipes (abelha caucásica), ligustica e aurea (duas variedades de abelhas italianas) e adansonii (abelha africana).


As abelhas melíferas organizam-se em três classes principais: as operárias, que providenciam a alimentação, a rainha que pões ovos e o zangão, que se acasala com a rainha. Uma colônia de tamanho médio compreende uma rainha e cerca de cem zangões e sessenta mil operárias.

Fêmeas estéries, as operárias desempenham funções diferenciadas em uma colmeia, confrome sua "idade". Assim, as mais jovens dedicam-se, durante quatorze dias à nutição das larvas, dos zangões e da rainha. Ao fim desse período, tornam-se coletoras (ou campineiras), saindo em busca de alimento pelos campo.

Com vinte e um dias de vida, deixam as tarefas de coleta e voltam aos trabalhos no interior da colmeia. Suas glândulas secretoras de cera são ativadas e elas transformam-se em "pedreiros", passando a construir e consertar as células, dentro das quais armazenam pólen e mel.

As células são alvéolos hexagonais (têm seis lados iguais) que servem também de ninhos para os ovos da rainha.

Além disso, a operária em sua última fase de vida dedica-se a limpar a colmeia, a fazer curtos vôos de treinamento nos arredores e a prestar seu "serviço militar", permanecendo de guarda junto à entrada e ferroando os intrusos.


Néctar e Pólen
Na evolução da vida, as abelhas surgiram há cerca de cem milhões de anos, junto com o desenvolvimento das flores. Desde então, esses dois grupos biológicos mantêm intensa relação de dependência recíproca (simbiose): a abelha encontra nas flores o néctar e o pólen indispensáveis à sua sobrevivência; por sua vez, uma parte do pólen adere ao seu corpo e é transportada para longe, onde irá fecundar outra flor.

Já o nectar vai para o papo ou "estômago de mel" da abelha, onde a ação de enzimas salivares inicia sua transformação em mel. Levado para a colmeia, este é expelido e armazenado nas células.


A Moderna Apicultura
Caso único de domesticação de um inseto, a apicultura pode ter quatro objetivos: produção de mel, de geléia real, de cera e de rainhas para novas colmeias.

Nos dois primeiros casos ela pode ser ambulante ou estacionária.

Na apicultura ambulante, o apiário é deslocado periodicamente de região para região, à procura de novas floradas.

Adotado nos Estados Unidos, esse sistema já era conhecido pelos antigos egípcios, que navegavam o Nilo com balsas cheia de cortiços, acompanhando as fases das enchentes do rio e as sucessivas floradas em suas margens. Já na apicultura estacionária, o apiário permanece sempre no mesmo local.

Além dos caixilhos móveis, a apicultura conta com uma série de recursos técnicos que facilitam o trabalho e aumentam a produtividade das colmeias.

Um deles é a centrifugadora radial de mel. Nesta, os caixilhos são colocados com a parte inferior voltada para o eixo da máquina e o mel é expelido dos favos por um movimento uniforme de centrifugação. Outros utensílios necessários às operações de coleta são: véu de proteção para o rosto do apicultor; luvas de couro; fumigador para acalmar as abelhas; trincha para retirar os insetos que se mantêm presos aos favos; rede eliminadora destinada a permitir a saída das abelhas da colmeia, impedindo seu retorno; recipientes para filtrar e conservar o mel; caixilhos de reserva; coletora de resíduos; xarope para reforçar a alimentação das abelhas nos períodos de escassez de flores.

Para aumentar ainda mais a produtividade das abelhas, costuma-se aplicar aos caixilhos cera moldada ou laminada, de forma a diminuir o tempo gasto na preparação dos favos.

Broca - Biologia

Compondo a fase larval de alguns besouros, as brocas vão ter seu comprimento variando entre um e sete mm, com coloração indo do castanho até o preto, muitas vezes sendo recobertas por finos pêlos. A fase larval se dá integralmente no interior da madeira. Quando adultos tornam-se besouros, criam asas e abandonam tal local, deixando orifícios visíveis a olho nu.


As espécies urbanas encontradas são aquelas pertencentes às famílias Anobiidae e Lyctidae, sendo a Anobium punctatum e a Lyctus brunneus, respectivamente.


• Lyctidae 
São essencialmente xilófagos, ou seja, se alimentam de madeira. Indivíduos pertencentes à família Lyctidae procuram partes da madeira ricas em amido, principal fonte de alimento destes seres. Sendo assim, a deposição de ovos e o local de vivência dos lictídeos são determinados pela presença de tal substância.


• Anobiidae 
Indivíduos que compõe a família Anobiidae possuem hábitos alimentares variados. Aqueles que são xilófagos preferem madeiras antigas, uma vez que ao longo do tempo a composição destas se modifica e se torna preferencial para eles.
Dentre as brocas, os anobídeos são os únicos capazes de digerir a celulose, componente primário da madeira. As demais somente a ingerem, expelindo a madeira sem digeri-la.

Percevejo - Biologia

A ordem Hemiptera é constituída por cerca de 82.000 espécies com metamorfose incompleta, o que corresponde de 8% a 10% do total de insetos identificados. Dentre os insetos da ordem Hemiptera mais conhecidos estão os percevejos, barbeiros, maria-fedidas e barata-d’água .


As principais características morfológicas são as peças bucais alongadas, formando um bico ou tromba denominada rostro, que é delgado e usualmente segmentado, formando um aparato para perfurar o hospedeiro, animal ou planta, e sugar líquidos necessários para a alimentação. Os olhos são compostos e proeminentes. Não possuem palpos (apêndices articulados da boca) maxilares e labiais. A maioria é considerada alada, embora existam algumas espécies braquípteras (asas curtas). As asas anteriores são do tipo hemiélitro, quando em repouso as membranas se sobrepõem.


De uma maneira geral, os insetos da ordem Hemiptera possuem metamorfose simples ou incompleta. As asas desenvolvem-se externamente como botões ou tecas alares, que aumentam de tamanho a cada muda e tornam-se funcionais após a última muda.
   
Atualmente são reconhecidas as subordens Heteroptera, Auchenorryncha e Sternorryncha. As duas últimas constituem a antiga ordem Homoptera. Numerosos estudos sobre a filogenia dos “homóptera” baseados em caracteres morfológicos e empregando metodologia cladística(análise das relações evolutivas entre grupos de seres vivos, de modo a obter a sua "genealogia") indicaram que o táxon(unidade de um sistema de classificação dos seres vivos) não é um grupo natural ou monofilético (grupo que inclui todas as espécies derivadas de uma única espécie ancestral). Além disso, estudos recentes empregando métodos moleculares suportam as inferências obtidas com dados morfológicos de que Sternorryncha seria o grupo-irmão de todos os outros Hemiptera.


Subordem Heteroptera


Também conhecidos como percevejos, os insetos da subordem Heteroptera constituem mais de 4.500 gêneros e 38.000 espécies conhecidos. Ocorrem em todas as regiões zoogeográficas (exceto Antártida) e sua adaptabilidade resultou em uma enorme diversidade estrutural e biológica.


Seus ovos em geral são arredondados, ovais, alongados, com cório (casca) simples e resistentes. Ainda, os ovos de muitos Hemiptera possuem um opérculo (especialmente bem desenvolvido em Cimicomorpha) e processos coriônicos ocos (aerófilos) de tamanhos e comprimentos variados.


As ninfas de quinto estádio podem ser classificadas como diminutas (com até 1 mm de comprimento), muito pequenas (com 2,0 a 4,0 mm), pequenas (com 5,0 a 6,0 mm), médias (com 7,0 a 15,0 mm), grandes (com 16,0 a 25,0 mm) e muitos grandes (com mais de 26,0 mm).


Apresentam cabeça triangular a quadrada, com as antenas implantadas lateralmente, frequentemente sobre tubérculos anteníferos. Labro (uma placa mais ou menos móvel e ampla que fica abaixo do clípeo) alongado, triangular, posicionados sobre a base do lábio que surge da região anterior da cabeça e estende-se até a região posterior.


O abdômen varia de oval a alongado, robusto, terminado em um segmento em forma de anel, que porta a abertura anal; os tergitos (escleritos/placas transversais no dorso abdominal) podem ser achatados ou levemente elevados, frequentemente esculturados, com tubérculos, espinhos e áreas pigmentadas.


Apteria (ausência de asas) ou braquiteria (presença de asas curtas) são de ocorrência freqüente na ordem Heteroptera. Os adultos ápteros ou braquípteros podem ser diferenciados das ninfas por possuírem a genitália externa desenvolvida. Em contraste, as formas jovens apresentam o segmento abdominal terminal em forma de anel e somente com abertura anal. Aberturas de glândulas metatorácicas estão presentes em frente ou pouco acima das metacoxas nos adultos, mas nunca nas formas jovens. Ocelos (olhos) estão presentes em adultos ápteros de algumas espécies, mas nunca ocorrem nas formas jovens ou não estão completamente desenvolvidos nas ninfas de quinto instar.


Muitas espécies sofrem mudanças de cor e estruturas morfológicas durante o desenvolvimento, dificultando a sua identificação, o que dificulta a identificação da espécie de Heteroptera através dos imaturos. Na maioria das vezes, é necessária a criação até a forma adulta ou a coleta de ovos e ninfas associadas com os adultos para uma identificação segura.


A maioria das espécies da ordem Heteroptera é terrestre, embora existam insetos aquáticos, incluindo aquelas formas que exploram a tensão superficial. Muitas espécies alimentam-se da seiva de plantas e algumas são consideradas pragas sérias em plantações cultivadas; outras são predadoras e algumas são muito úteis ao homem.


Algumas espécies de Heteroptera são hematófagas podendo ser vetores de doenças como o mal de Chagas, protozoose causada pelo flagelado Trypanosoma cruzii e transmitido pelo barbeiro ou chupanças (Triatoma spp., Rhodnius spp., Panstrongylus spp.: família Reduviidae). Os ovos ora são postos separadamente, ora colocados formando grupos, com um número de ovos mais ou menos constante. As espécies fitófagas fazem posturas sobre as folhas. Muitas, porém providas de ovipositor, fendem os tecidos das plantas, depositando os ovos no fundo das incisões (posturas endofíticas).


Subordens Sternorryncha e Auchenorryncha


Incluem aproximadamente 44.000 espécies agrupadas em mais de 5.300 gêneros e em 55 famílias. Possuem grande variação na forma do corpo e muitas espécies são bastante degeneradas estruturalmente. As ninfas possuem entre 1,0 e 110,0 mm de comprimento. A característica mais distintiva das subordens, assim como nos Heteroptera, é a estrutura das peças bucais alongadas, em forma de “bico”, denominadas rostro. O rostro é constituído por dois pares de estiletes formados pelas mandíbulas e maxilas, envolvidas pelo lábio. Os estiletes formam um tubo com dois canais, um para a saliva e um para o alimento. O rostro aparentemente emerge da margem póstero-ventral da cabeça em Auchenorryncha ou aparentemente entre as pernas em Sternorryncha, o que permite separar as ninfas dessas subordens das de Heteroptera, exceto de Peloridiidae e alguns heterópteros aquáticos.


Imaturos da subordem Auchenorryncha possuem olhos compostos e botões alares como nos Heteroptera. Alguns imaturos da subordem Sternorryncha são curtos e em forma de cerda. Na fase adulta, os Auchenorryncha têm tarsos com 3 segmentos, mas nas fases jovens podem ter um, dois ou três segmentos tarsais, frequentemente, adicionando um tarsômero por muda; adultos e imaturos de Sternorryncha possuem tarsos 1 ou 2 segmentos.


O ciclo vital de alguns Sternorryncha é muito complexo, compreendendo gerações bissexuais e partenogenéticas (desenvolvimento de um ou vários organismos a partir de um óvulo não fecundado), indivíduos ou gerações aladas e ápteras e, algumas vezes, alternância regular de plantas hospedeiras. Todos os Sternorryncha e Auchenorryncha são fitófagos e muitas espécies constituem sérias pragas de plantas cultivadas; algumas transmitem doenças para as plantas. Outras são úteis, constituindo a fonte de goma-laca, corantes e outros materiais. Os ovos não possuem nenhuma diferenciação no cório. Podem ser postos folhas ou galhos, e o desenvolvimento é por paurometabolia, com número de estádios variável nos diferentes grupos. Nas cigarras, observa-se um tipo especial de paurometabolia, com formas jovens de vida subterrânea e uma fase de ninfa imóvel (hipometabolia). Machos de coccídeos, fêmeas de espécies do gênero Margarodes e os aleirodídeos desenvolvem-se mediante um processo que estabelece uma transição entre a heterometabolia (metamorfose incompleta, o animal passa pelas seguintes etapas: ovo-eclosão-ninfa1°estádio-ninfa2°estádio-ninfa3°estádio-ninfa4°estádio-ninfa5°estádio-adulto) e a holometabolia (metamorfose completa, ou seja, o animal passa por 4 fases até o seu desenvolvimento: ovo-larva-pupa-adulto).


Nenhum Auchenorryncha ou Sternorryncha é considerado aquático, apesar de os imaturos de algumas cigarras (Cicadidae) e cercopídeos (Cercopidae) viverem em orifícios com água e algumas cochonilhas (Coccoidea) e delfacídeos (Auchenorryncha, Delphacidae) infestarem plantas da zona entre marés.


Inimigos naturais


São presas de diversos vertebrados e de uma grande variedade de aranhas e parasitos. Seus ovos podem ser predados por ácaros e também por outros hemípteros, coleópteros, aranhas e escorpiões. Muitos Strepsípteros parasitam algumas espécies de Pentanomídeos, uma família comum de Hemiptera. Além disso, percevejos que habitam lugares úmidos são frequentemente atacados por fungos.


Importância


Os insetos se tornam pragas quando conflitam com o bem-estar humano, estética ou lucros. Portanto, o conceito de “praga” é definido de um ponto de vista puramente antropocêntrico. O status de praga de uma população de insetos depende da abundância de indivíduos bem como o tipo de incômodo ou injúria que o inseto causa. Injúria é o efeito geralmente deletério das atividades dos insetos (exemplo: a alimentação) sobre a fisiologia do hospedeiro, ao passo que dano é a perda mensurável de utilidade do hospedeiro, tal como qualidade ou quantidade da produção ou da estética.


Alguns percevejos são considerados “pragas” de plantas cultivadas, podendo resultar em danos a estas plantas, por sugarem da seiva e os cloroplastos, pela entrada de patógenos pelo corte feito para alimentação do percevejo e pela ação tóxica da saliva destes insetos.


No entanto, muitos possuem uma importância ecológica garantindo o equilíbrio ambiental. Muitos percevejos são úteis porque predam insetos nocivos às plantas. Outros possuem importância médica e veterinária; como os representantes da subfamília Triatominae, à qual pertence o barbeiro, transmissor da doença de Chagas; da família Cimicidae, à qual pertence o percevejo da cama Cimex lectularius e outros hematófagos de aves e mamíferos.

Cupim - Biologia

Os cupins são insetos sociais assim como as abelhas e formigas e pertencem a ordem isóptera. No mundo são cadastradas aproximadamente 2500 espécies e no Brasil 500. Alimentam–se de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material que contenha este composto (polímero).
A grande maioria das espécies é benéfica ao meio ambiente reciclando matéria orgânica, no entanto algumas delas se adaptaram ao meio urbano nos trazendo grandes prejuízos. Das várias espécies de cupins existentes na área urbana, os cupins subterrâneos são os mais destrutivos. Os principais grupos de cupins de importância econômica são os Cupins Subterrâneos e os Cupins de Madeira.


Cupins Subterrâneos:
Ataca edificações consumindo madeira, celulose de livros e roupas. Invade o imóvel e estabelece colônias dentro do próprio prédio. A colônia de cupins é uma sociedade complexa que está estrategicamente escondida. Os principais gêneros de cupins subterrâneos são: coptotermes e heterotermes.
Cupins de Madeira:
Atacam peças de madeira e móveis, destruindo-os com o passar do tempo. Raramente migram para outras partes, mas exigem tratamento específico, localizado. Sua presença é indicada pelo aparecimento de um pó fino, claro ou escuro, constituído por pequenas esferas. Os sintomas de ataque do cupim normalmente se confundem com o ataque de brocas pela similaridade dos dejetos. A diferença está na granulometria, o cupim tem o pó granulado e a broca tem o pó fino.
O cupim (português brasileiro) ou térmite, térmita (português europeu) ou salalé (português de Angola) ou ainda muchém (português de Moçambique) é um inseto eusocial da ordem Isoptera, que contém cerca de 2.800 espécies catalogadas no mundo. Esses insetos são mais conhecidos por sua importância econômica como pragas de madeira e de outros materiais celulósicos, ou ainda pragas agrícolas, entretanto, apenas cerca de 10% das espécies conhecidas de cupins,estão registradas como tal.
Em número de espécies, a ordem Isoptera deve ser considerada intermediária entre os insetos, já em termos de biomassa e abundância, os cupins apresentam enorme significância e podem ser comparados às formigas, minhocas, mamíferos herbívoros das savanas africanas ou seres humanos, por exemplo, e estão entre os mais abundantes invertebrados de solo de ecossistemas tropicais. Esta grande abundância dos cupins nos ecossistemas, aliada à existência de diferentes simbiontes, confere a estes insetos a possibilidade de desempenhar papéis como o de "super decompositores" e auxiliares no balanço Carbono-Nitrogênio (Higashi & Abe, 1997).


"Cupim" origina-se do termo tupi kopi'i[1]. "Térmite" origina-se do termo latino TARMITE, "verme"[2].
Distribuição Geográfica


A maioria das espécies de cupins vive nas regiões tropicais e subtropicais, com algumas poucas se estendendo até latitudes mais elevadas, raramente além de 40o norte ou sul. Mais espécies de cupins podem ser encontradas num único hectare de floresta ou savana tropicais do que em toda a América do Norte e Europa juntas. Cupins podem chegar facilmente ao nono andar de um prédio.


Os cupins são insetos hemimetábolos, com metamorfose gradual, e aparelho bucal mastigador; são ortopteróides e formam um grupo monofilético com as baratas e louva-deuses, os Dictyoptera = (Blattaria + Isoptera) + Mantodea. Muito vem sendo discutido a respeito das relações internas dentro de Dictyoptera, inclusive, se a ordem Isoptera deve ou não continuar sendo utilizada, já que um gênero de baratas que vivem em madeira (Cryptocercus) é filogeneticamente mais próximo dos cupins do que das demais baratas.[3][4][5] Desta forma as baratas seriam um grupo parafilético, mas também se poderiam considerar os cupins como uma família (Termitidae) dentro de Blattaria: Blattaria = Outras Baratas + (Cryptocercus + Termitidae).[6]
A classificação mais aceite divide a ordem Isoptera em sete famílias: Mastotermitidae, Hodotermitidae, Termopsidae, Kalotermitidae, Rhinotermitidae, Serritermitidae e Termitidae (Grassé, 1986). As seis primeiras são os chamados cupins "inferiores" (que apresentam protozoários simbiontes para produção da celulase, como a triconinfa ou a Mixotricha paradoxa) e a família Termitidae, que inclui mais de 70% dos cupins do mundo, são os chamados cupins "superiores" (que possuem bactérias para produzirem a sua própria celulase). No Brasil são encontradas apenas as famílias: Kalotermitidae, Rhinotermitidae, Serritermitidae e Termitidae.
Os Kalotermitidae são capazes de viver em madeira seca sem contato com o solo e nunca constroem ninhos.
Os Rhinotermitidae são na maioria subterrâneos e se alimentam de madeira, e alguns deles são pragas importantes.
Serritermitidae, até recentemente continha uma única espécie, Serritermes serrifer, que ocorre apenas no Brasil. 


Novas evidências indicam que Glossotermes oculatus, espécie da Amazônia previamente incluída em Rhinotermitidae, também pertence a Serritermitidae.
A família Termitidae é bastante diversificada, e compreende cerca de 85% das espécies de cupins conhecidas do Brasil. Dentre os Termitidae, alguns são comedores de madeira, de folhas, de húmus, e também cultivadores de fungo (que não ocorrem no Brasil), e muitos constroem ninhos grandes e complexos.
Estes ninhos, em muitas espécies constituem as chamadas termiteiras ou termiteiros. São montes de forma aproximadamente cilíndrica que podem atingir até nove metros de altura. São feitos de uma pasta de terra, fragmentos de madeira, excrementos e saliva produzida pelas próprias térmitas.
Para se deslocarem à superfície protegendo-se dos seus predadores (formigas, aves, etc.) e evitar a luz do sol, constroem com grande rapidez túneis em que usam o mesmo tipo de pasta.


Dejeto de cupim ao canto de uma mesa de madeira.
Todos os cupins são eussociais, possuindo castas estéreis (soldados e operários). Uma colônia típica é constituída de um casal reprodutor, rei e rainha, que se ocupa apenas de produzir ovos; de inúmeros operários, que executam todo o trabalho e alimentam as outras castas; e de soldados, que são responsáveis pela defesa da colônia.
Existem também reprodutores secundários (neotênicos, formados a partir de ninfas cujos órgãos sexuais amadurecem sem que o desenvolvimento geral se complete), que podem substituir rei e rainha quando esses morrem, e às vezes ocorrem em grande número numa mesma colônia. Os membros da família Kalotermitidae não possuem operários verdadeiros, mas esse papel é desempenhado por ninfas (pseudo-operários ou "pseudergates") que retêm a capacidade de se transformar em alados ou soldados.
Existem também cupins desprovidos de soldados, como é o caso de todos os representantes neotropicais da subfamília Apicotermitinae. Alguns cupins possuem dois ou três tipos de soldados, sempre de tamanhos diferentes, e às vezes morfologicamente tão distintos que poderiam passar por espécies diferentes.
A dispersão e fundação de novas colônias geralmente ocorre num determinado período do ano, coincidindo com o início da estação chuvosa. Nessa época, ocorrem as revoadas de alados (chamados popularmente de siriris ou aleluias), dos quais alguns poucos conseguem se acasalar e fundar uma nova colônia.

Escorpião - Biologia

Também conhecido por lacrau ou alacrau, é um animal invertebrado artrópode (com patas formadas por vários segmentos) que pertence à ordem Scorpiones estando enquadrado na classe dos aracnídeos.


O nome escorpião é derivado do latim scorpio/scorpionis. Lacrau vem do árabe al-'aqrab.
Existem registros científicos da existência dos escorpiões há mais de 400 milhões de anos. Segundo pesquisas, foram eles os primeiros artrópodes a conquistar o ambiente terrestre. Nesta adaptação, lhes foi muito útil a carapaça de quitina que compõe o seu exoesqueleto e que evita a evaporação excessiva.
Atualmente já estão catalogadas cerca de 1600 espécies e subespécies distribuídas em 116 gêneros diferentes em todo o mundo. No Brasil existem cerca de 140 espécies.


Existem escorpiões em todos os continentes, exceto na Antártida e Nova Zelândia. Encontramos espécies nos 
Alpes suíços e Europa em geral, no México, Estados Unidos e Canadá, na América do Sul em geral, entre lixo e entulhos das pequenas e grandes cidades, na Floresta Amazônica (Brasil), na Oceania, no norte do Mediterrâneo, no Oriente Médio, na Índia, no norte e sul da África e Ásia.
Suas cores variam do amarelo palha ao negro total, passando por tons intermediários, como o amarelo-avermelhado, vermelho-amarronzado, marrom e tons de verde ou mesmo de azul.
Vida, alimentação e hábitos as diferentes espécies de escorpiões têm tempos de vida muito diferentes e o tempo de vida real da maioria das espécies não é conhecido. A gama do tempo de vida parece situar-se entre os 4 a 25 anos, tendo sido 25 anos o tempo de vida máximo registado para a espécie H. arizonensis.
Preferem viver em áreas com uma temperatura entre 20 °C e 37 °C, mas sobrevivem em temperaturas de 14 °C a 56 °C. Perfeitamente adaptados às condições climatéricas do deserto, suportam uma amplitude térmica diária na ordem dos 40 °C.


São animais carnívoros e têm geralmente hábitos noturnos e crepusculares, quando caçam e se reproduzem. Sua alimentação é baseada em insetos invertebrados tais como cupins, grilos, baratas, moscas e mutucas, e também de outro aracnídeo, a aranha. Uma curiosidade a destacar é o fato de, quando da escassez completa de alimento, os animais desta espécie praticam o canibalismo para sobreviver, ou seja, devoram seus semelhantes. Os escorpiões conseguem comer quantidades imensas de alimento, mas conseguem sobreviver com 10% da comida de que necessitam, podendo passar até um ano sem comer e consumindo muitíssimo pouca água, quase nada durante sua vida inteira.


Os escorpiões têm uma forma de se alimentarem característica, usando as suas quelíceras. Estas são umas pequenas garras que saem da boca, muito afiadas, que são usadas para retirar pequenos pedaços de alimento da sua presa e colocá-los na boca. O escorpião só digere alimentos em forma líquida, rejeitando qualquer matéria sólida (pêlo, exoesqueleto, etc.).
Os predadores naturais do escorpião são as lacraias, louva-deus, macacos, aranhas, sapos, lagartos, seriemas, corujas, gaviões, quatis, galinhas, camundongos, algumas formigas e os próprios escorpiões reprodução.


A reprodução da grande maioria das espécies é sexuada, exigindo a intervenção de machos e fêmeas. Porém, algumas espécies possuem reprodução monóica (também chamada partenogênese), ou seja, não exige a presença de machos. Neste processo, óvulos não fertilizados dão origem a embriões vivos. Na reprodução sexuada, tal como em outras espécies, há uma dança nupcial que antecede o acasalamento. O macho limpa o chão com os pentes e deposita aí uma cápsula contendo espermatozóides (espermatóforo). De seguida, arrasta a fêmea para cima dos espermatozóides a fim de que ela os receba.


Os escorpiões são vivíparos, ou seja, não põem ovos. Podem gerar de 6 a 90 filhotes e o tempo de gestação varia com a temperatura, espécie e alimentação da mãe, podendo estar entre 2 meses e 2 anos. Os filhotes nascem completamente brancos e por meio de parto, através de uma fenda genital. Eles ficam colados ao dorso materno por cerca de 10 a 14 dias até completar-se a primeira muda (quanto mais jovem o escorpião, mais mudas ele fará) até que consigam obter seu próprio alimento sozinhos. A idade adulta é alcançada com cerca de um ano de vida.


Características físicas
O corpo dos escorpiões é dividido em prosomo (cefalotórax), mesossomo e metassomo.
O prosomo é a região anterior, onde se encontram os olhos, quelíceras, pedipalpos terminados em quelas (pinças) e pernas e os pentes.
O mesossomo é a região larga do corpo, onde se encontram as cauda, ali se encontram uma estrutura cilíndrica com um espinho na ponta, chamada telson (o ferrão), duas glândulas de veneno e o ânus.
Algumas espécies atingem dimensões da ordem dos 30 cm e chegam a capturar até pequenos vertebrados (lagartos, rãs e roedores). Os artrópodes possuem esqueleto externo—o exosqueleto, uma estrutura dura, quitinosa, que reveste seu corpo. Os aracnídeos são artrópodes sem antenas, com quatro pares de patas torácicas e um par de palpos. Respiram por meio de filotraquéias, pulmões foliares, como páginas de um livro. Seu corpo é dividido em cefalotórax e abdômen.


Os escorpiões diferem dos outros aracnídeos por terem palpos compridos, além da característica cauda longa e perigosa. Os palpos funcionam como pinças grandes e poderosas, que podem ser usadas para segurar e dominar suas presas. São muito sensíveis ao tato e ao deslocamento do ar, devido à presença de cerdas muito longas e finas.Os escorpiões também podem possuir maior número de olhos que outros aracnídeos, algumas espécies chegando a possuir até seis pares, embora não seja comum.
O corpo do escorpião é constituído por uma parte mais volumosa, o tronco, e por outra mais longa e estreita, chamada cauda. A carapaça que constitui o tronco sem apresentar segmentação é chamada prossoma e engloba o cefalotórax, que não apresenta uma cabeça distinta. A parte que constitui o abdômen é o opistossoma e é bastante segmentada, chegando a apresentar doze segmentos. O opistossoma divide-se em mesossoma, porção abdominal que faz parte do tronco, e metassoma, porção formada pelos cinco segmentos posteriores. Estes constituem a cauda, juntamente com o telso, o último anel. A cauda termina como um aguilhão e é através deste ferrão que o escorpião inocula sua peçonha. No cefalotórax localizam-se os dois olhos medianos, na saliência cômoro-ocular, e os olhos laterais, de cada lado da carapaça.
Veneno e toxicidade


O ferrão do escorpião (chamado de telson), além de servir para agarrar a presa, se defender, e no acasalamento, inocula na presa um veneno. Este veneno contém uma série de substâncias cuja composição química não está bem definida, porém contém neurotoxinas, histaminas, seratonina, enzimas, inibidores de enzimas, e outras. Parece, segundo os pesquisadores, que as neurotoxinas agem sobre as células nervosas da presa, com uma certa especificidade, dependendo do tipo de animal.
É interessante saber que a toxicidade do veneno de um escorpião pode ser comparada com o tamanho de seus pedipalpos (o equivalente ao braço humano do escorpião); quanto mais robustos os pedipalpos, menos o escorpião utiliza-se do veneno para com suas presas e quanto menores eles forem, mais o veneno do escorpião pode ser letal às suas presas.


O veneno de escorpiões do tipo Tityus Serrulatus, que parece ser o veneno mais tóxico de todos os escorpiões da América do Sul, age sobre o sistema nervoso periférico dos humanos, causando dor, pontadas, aumentando a pulsação cardíaca e diminuindo a temperatura corporal. Estes sintomas, devido ao seu peso corporal, são mais acentuados em crianças, e devido às condições físicas, aos idosos. Todos os escorpiões são venenosos, porém apenas 25 espécies podem ser mortais aos humanos. Sua ferroada assemelha-se em grau de toxicidade da ferroada de uma abelha.


Prevenção de acidentes
Os escorpiões só atacam o homem quando se sentem acuados e em circunstância de defesa. Para que um acidente com escorpiões não ocorra, devem-se tomar algumas medidas básicas de prevenção.


Veja a seguir:
Sacuda e examine calçados e roupas antes de usar;
Mantenha limpos os locais próximos a residências evitando acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção;
Mantenha o habitat familiar livre de baratas, que são reconhecidas como um dos principais alimentos dos escorpiões nos centros urbanos.
Não coloque mãos e pés dentro de buracos, montes de pedras ou lenhas;
Use sempre calçados e luvas nas atividades rurais ou de jardinagem;
Use telas e vedantes em portas e janelas;
Use ralos protetores;
Crie aves domésticas em zonas rurais, que agem como predadores naturais;
Em áreas sabidamente escorpiônicas, mantenha as camas a uma distância mínima de 10 cm das paredes.

Pombo - Biologia

O pombo comum, cujo nome científico é Columba livia domestica, é uma ave exótica, que se originou da pomba das rochas, de origem européia, e foi introduzida no Brasil no século XVI. 
São aves mansas, que se encontram em grande número nos centros urbanos, onde se adaptaram muito bem, devido a vários fatores, dentre eles a facilidade de encontrar alimento e abrigo.
Sua imagem está associada ao símbolo da paz, religião, e amor, o que a torna distante de ser considerada uma praga. No entanto, quando em grande número num determinado local, essas aves podem causar danos à saúde e ao ambiente.
Alimentação: têm preferência por grãos e sementes; entretanto, como não são exigentes, comem também restos de refeição, pão e até lixo.
Reprodução: no nosso clima e em boas condições de alimentação, colocam de 1-2 ovos por ninhada e podem ter 5-6 ninhadas ao ano. O tempo de incubação dos ovos é de 17a 19 dias.
Tempo de vida: nos centros urbanos, de 3 a 5 anos; em condições de vida silvestre, podem viver aproximadamente 15 anos.
Habitat: nos centros urbanos, vivem em torres de igreja, forros de casas, beirais, etc.
Predadores: os gaviões são os inimigos naturais; porém, como não estão em grande número nas cidades, o resultado dessa interação é insatisfatório como controle.





Problemas que os pombos podem ocasionar quando em grande número num local: 


Entupimento de calhas e apodrecimento de forros de madeira; danos a monumentos históricos, antenas de TV e pintura de carros (devido à acidez de suas fezes); contaminação de grãos; acidentes aéreos ou terrestres. 




MÉTODOS DE CONTROLE
Educativo
Baseia-se na orientação da população das cidades, alertando-a para que evite alimentar os pombos, pois tal hábito acarreta aumento exagerado do número de aves, com maior risco de transmissão de doenças e danos ambientais. Recomenda-se também evitar deixar restos de alimentos à disposição das aves, bem como manter o lixo acondicionado em sacos plásticos bem fechados. Essas medidas favorecem o controle do número de pombos: a diminuição de alimentos acarreta um menor número de ovos e filhotes. 


Barreiras físicas
Este método baseia-se na utilização de telas, fechamento das aberturas por onde as aves adentram, com alvenaria ou outro material resistente; colocação de fios de nylon (de pesca) a aproximadamente 10 cm da base e presos nas extremidades por um prego; uso de pontas de arame em locais altos onde não haja acesso de pessoas; mudança do ângulo de inclinação da superfície de apoio das aves para 60 graus, entre outros.


Repelentes
Existem no comércio vários produtos, que são aplicados sobre telhados, beirais, etc. com o objetivo de afastar as aves do local. Sua ação se baseia no desconforto provocado pelo contato das aves com a substância, o que as faz se afastarem do local. 


Anticoncepcionais
O Ornitrol, produto americano, é um inibidor da reprodução de pombos, mas pode também provocar a esterilização temporária de outros pássaros, caso haja uma utilização incorreta do produto. Recomenda-se sua utilização por técnicos da área pública, universidades e firmas especializadas em controle de pragas. Trata-se de milho coberto por uma camada de um quimioesterilizante, que impede a síntese da formação da gema do ovo, atuando também na espermatogênese. É indicado para cidades pequenas, e deve ser utilizado por um período de 2 anos para melhor se constatarem os resultados. 
Todos os métodos de controle possuem suas vantagens e desvantagens; entretanto, o que se recomenda é a utilização de medidas integradas a fim de se obterem melhores resultados.

Traça - Biologia

Sob o nome genérico de traças, estão três grupos de insetos reunidos em duas Ordens, as traças dos livros ou traças prateadas, Ordem Thysanura; e as traças das roupas e traças de produtos armazenados, ambas pertencentes à Ordem Lepidoptera (mariposas e borboletas).


As traças têm preferência por ambientes úmidos e apresentam hábitos diurnos e noturnos, sendo ativas à noite e escondendo-se durante o dia, evitando contato direto com a luz. Assim, ao acender-se a luz de um aposento, estas pragas procuram se esconder em frestas ou atrás de móveis e quadros. São muito ágeis e escondem-se rapidamente em frestas de móveis, armários, rodapés e caixas, sendo este último, o principal veículo de dispersão do inseto, levada junto a livros e utensílios domésticos em casos de mudança.
Em áreas urbanas, as traças podem infestar roupas, papéis, estofados, livros, frutas secas, grãos ou outros alimentos armazenados e muitos outros produtos manufaturados. Em culturas agrícolas, atacam hortaliças e frutos frescos, e outras, se alimentam da cera dos favos produzidos pelas abelhas, destruindo-os e causando perdas aos criadores de abelhas melíferas.




Traça de roupa
Ordem:  Lepidoptera
Família:  Tineidae
Nome vulgar: Traça das roupas




Traça de livro
Ordem:  Thysanura
Família:  Lepismatidae
Nome vulgar: Traça dos livros




Traça de grãos 
Ordem: Lepidoptera
Nome vulgar: Traça dos grãos




A prevenção  de um modo geral, dependem do monitoramento constante, atentando-se ao início da infestação, o qual é sempre mais fácil de ser controlada.
Para as traças dos livros e das roupas, devemos evitar o acúmulo de papéis velhos, manter livros e revistas em locais adequados e limpos, evitar pontos de umidade (principalmente em gabinetes escuros de pias), evitar a entrada de objetos em caixas de papelão provenientes de locais infestados, manter limpos rodapés e frestas por meio de aspirador de pó, inspecionar periodicamente roupas, tapetes e outros objetos suscetíveis, manter estantes, armários e gabinetes arejados e limpos. Roupas atacadas poderão ser colocadas em sacos plásticos e dispostas em freezer por alguns dias, matando os ovos e traças (ou insetos) infestantes. Alimentos contaminados ou suspeitos do ataque de traças deverão ser descartados. O uso de naftalina auxilia na prevenção e no controle de traças. Em infestações muito severas, o uso de determinados produtos inseticidas domissanitários, aplicados por uma empresa dedetizadora especializada, certamente será a opção mais viável de controle destas pragas.


Meios de controlar traças em estantes de livros? 
Para o controle de traças de livros, você poderá utilizar qualquer inseticida aerossol, encontrado nos supermercados. Paralelo à aplicação do inseticida,  para prevenir o ataque destes insetos ou evitar que sua população aumente siga estes métodos:


1.Controlar ou eliminar pontos de umidade, tais como vazamentos de encanamentos.
2.Evitar acúmulo de jornais, livros e revistas velhas ou outras fontes de alimento. 
3.Selar frestas e ranhuras na estrutura, onde estes insetos podem se abrigar.
4.Evitar a entrada de material proveniente de locais com histórico de infestação por traças (caixas de papelão, pilhas de livros, jornais, revistas, etc.). Limpar periodicamente livros e outros materiais estocados que podem servir de alimento.


Meios para controlar as traças de roupas?
Para o controle de traças de roupas,  você poderá utilizar qualquer inseticida aerossol, encontrado nos supermercados. deverá ainda seguir os seguintes métodos de prevenção:


-Continuar mantendo a casa sempre limpa, é a forma mais adequada para prevenir e controlar as traças das roupas.
- Nunca deixe roupas e tapetes empilhados em locais escuros por longo tempo.
- Retire-os periodicamente para banho de sol ou lavagem.
- Nunca guarde roupas usadas dentro do guarda-roupas. Lave-as sempre antes de guardar e passe-as com ferro quente, pois os ovos serão mortos.
- Passe sempre o aspirador de pó, utilizando o bico adequado para frestas, nos locais de difícil acesso para a vassoura ou espanador.


Depois de tomar estas providências, caso a infestação ainda persista, será preciso a contratação de uma empresa dedetizadora controladora de pragas.